27 de fev. de 2010

Lançados Selo e Carimbo Comemorativos aos 200 anos de Batismo de Nhá Chica

As comemorações dos 200 anos do Batismo da Serva de Deus Francisca de Paula de Jesus, Nhá Chica, tiveram início neste dia 26 de fevereiro com o lançamento de um “Selo Personalizado” e um carimbo comemorativo.
No lançamento do “Selo Personalizado”, estiveram presentes, a convite das Irmãs Franciscanas do Senhor, diversas autoridades civis e eclesiásticas, entre Bispos, Padres e representantes de Ministros, Deputados, Secretários de Estado, além de Prefeitos e Vereadores de toda a região. Benfeitores e colaboradores da ABNC.
Esta é apenas uma entre tantas ações que serão realizadas neste ano.


A composição da mesa foi feita pelo diretor regional dos Correios Ademir Ribeiro, o Bispo Diocesano da Campanha, D. Diamantino Prata de Carvalho, a Provincial da Congregação, Madre Cristina Alves Ribeiro, o presidente da Câmara Municipal de Caxambu José Luiz Fernandes Nogueira e pelo prefeito de Baependi, Efrain Lemos de Abreu.


Na oportunidade além do lançamento de um selo e do carimbo comemorativo a entidade homenageou pessoas que atuaram em favor do trabalho da Associação entregando uma Comenda Especial.

Ana Lúcia Meirelles recebendo a Comenda Nhá Chica

Padre José Roberto de Souza, pároco de Baependi, D. Aloísio Roque Oppermann, arcebispo de Uberaba e D. Diamantino Prata de Carvalho, bispo da Diocese da Campanha.

18 de fev. de 2010

Cientista cria etanol à base de casca de fruta e jornal

As cascas de frutas, sobretudo de laranja, e o papel jornal poderiam ser usados na produção de álcool combustível (etanol), revelou um estudo publicado pelo periódico "Plant Biotechnology Journal". Esse tipo de combustível do futuro é mais limpo que o etanol derivado do milho, que, por sua vez, é menos poluente que a gasolina, segundo as pesquisas de Henry Daniell, cientista da Universidade Central da Flórida. Segundo Daniell, com o álcool à base de frutas e papel, seria possível "proteger o ar e o ambiente das próximas gerações". A tecnologia para a produção do combustível, desenvolvida com financiamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, utiliza uma combinação de enzimas para transformar as cascas de laranja e outros materiais residuais em açúcar, que é fermentado para sua conversão em etanol. Esse álcool combustível, segundo o artigo publicado, produz menos gases estufa que a gasolina ou a energia elétrica.

17 de fev. de 2010

A História do Samba

A Rio Verde FM apresentou no dia 10/02 um programa Especial dedicado a um dos estilos musicais que mais identificam a musicalidade brasileira no mundo, o SAMBA.

O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O termo SAMBA é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente. Considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, o samba se transformou em símbolo de identidade nacional.

As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país.

O primeiro samba gravado no Brasil foi Pelo Telefone, no ano de 1917, cantado por Bahiano.

A letra deste samba foi escrita por Mauro de Almeida e Donga. Tempos depois, o samba toma as ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil. Na década de 1930, as estações de rádio, em plena difusão pelo Brasil, passam a tocar os sambas para os lares. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa, Cartola, Dorival Caymmi, Ary Barroso e Adoniran Barbosa.

A partir de meados da década de 1940 e ao longo da década de 1950, o samba recebeu novas influências de ritmos latinos e norte-americanos. As concentrações urbanas provocaram o aparecimento das primeiras danceterias populares, as chamadas gafieiras, palco para estilos novos que surgiriam dentro do seio do samba, como são os casos dos sincopados SAMBA-CHORO e SAMBA DE GAFIEIRA.

Na década de 1950, surgiriam a SAMBALADA - uma espécie de samba-canção com letras românticas e ritmo e o PARTIDO ALTO, que ressurgiu entre os compositores das escolas de samba dos morros cariocas. Entre alguns partideiros, se destacaram Geraldo Pereira, Herivelto Martins e Wilson Batista.

Mas um movimento, nascido na zona sul do Rio de Janeiro e fortemente influenciado pelo jazz, marcaria a história do samba e da música popular brasileira naquela década. A BOSSA NOVA surgiu no final da década de 1950, com uma acentuação rítmica original - que dividia o fraseado do samba e agregava influências do impressionismo erudito e do jazz - e um estilo diferente de cantar, intimista e suave.

Após precursores como Johnny Alf, João Donato e músicos como Luís Bonfá, este sub-gênero foi inaugurado por João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e teria uma geração de discípulos-seguidores como Carlos Lyra, Roberto Menescal, Durval Ferreira e grupos como Tamba Trio, Bossa 3, Zimbo Trio e Os Cariocas.

No final da década de 1950, surgia o SAMBALANÇO, uma ramificação popular da bossa nova (que era mais apreciada pela classe média). O sambalanço foi muito tocado em bailes uburbanos das décadas de 1960, 1970 e 1980.

Este estilo projetou artistas como Ed Lincoln e Seu Conjunto, Elza Soares, Luís Bandeira, miltinho, entre outros.

Com a bossa nova, o samba se afastou ainda mais de suas raízes populares. A influência do jazz aprofundou-se e foram incorporadas técnicas musicais eruditas.

Mas ao longo das décadas de sessenta e setenta, muitos artistas que surgiam - como Chico Buarque de Holanda, Billy Blanco, Martinho da Vila e Paulinho da Viola defenderam o retorno do samba a sua batida tradicional, com a reaparição de veteranos como Candeia, Cartola.

Na década de 1970 e 1980, começa a surgir uma nova geração de sambistas. Podemos destacar: Paulinho da Viola, Jorge Aragão, João Nogueira, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Chico Buarque, João Bosco e Aldir Blanc.

Os tipos de samba mais conhecidos e que fazem mais sucesso são os da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo. O samba baiano é influenciado pelo lundu e maxixe, com letras simples, balanço rápido e ritmo repetitivo e apresenta elementos culturais afrobrasileiros. O som fica por conta de um conjunto musical, que utiliza viola, atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro.

No Rio de Janeiro, o samba está ligado à vida nos morros, e as letras falam da vida urbana, dos trabalhadores e das dificuldades da vida de uma forma amena e muitas vezes com humor.

Entre os paulistas, o samba ganha uma conotação de mistura de raças. Com influência italiana, as letras são mais elaboradas e o sotaque dos bairros de trabalhadores ganha espaço no estilo do samba de São Paulo.

Entre os Principais tipos de samba estão: Samba-enredo, Pagode, Samba-canção, Samba-exaltação, Samba de breque, Samba de gafieira e Sambalanço.

Donga, Pixinguinha, Johnny Alf, Martinho da Vila, são inúmeros os nomes dos representantes deste gênero que identifica a cultura brasileira lá fora. Numerosos também são os novos intérpretes do SAMBA no dia de hoje. E este foi o Especial Rio Verde FM falando do SAMBA, uma das maiores expressões da nossa música. Na próxima semana estaremos de volta, até lá.

O Especial Rio Verde FM é apresentado toda quarta-feira às 15h na Rio Verde FM.

http://www.rioverdefm.com.br