Esta é apenas uma entre tantas ações que serão realizadas neste ano.




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A Rio Verde FM apresentou no dia 10/02 um programa Especial dedicado a um dos estilos musicais que mais identificam a musicalidade brasileira no mundo, o SAMBA.
O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O termo SAMBA é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente. Considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, o samba se transformou em símbolo de identidade nacional.
As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país.
O primeiro samba gravado no Brasil foi Pelo Telefone, no ano de 1917, cantado por Bahiano.
A letra deste samba foi escrita por Mauro de Almeida e Donga. Tempos depois, o samba toma as ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil. Na década de 1930, as estações de rádio, em plena difusão pelo Brasil, passam a tocar os sambas para os lares. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa, Cartola, Dorival Caymmi, Ary Barroso e Adoniran Barbosa.
A partir de meados da década de 1940 e ao longo da década de 1950, o samba recebeu novas influências de ritmos latinos e norte-americanos. As concentrações urbanas provocaram o aparecimento das primeiras danceterias populares, as chamadas gafieiras, palco para estilos novos que surgiriam dentro do seio do samba, como são os casos dos sincopados SAMBA-CHORO e SAMBA DE GAFIEIRA.
Na década de 1950, surgiriam a SAMBALADA - uma espécie de samba-canção com letras românticas e ritmo e o PARTIDO ALTO, que ressurgiu entre os compositores das escolas de samba dos morros cariocas. Entre alguns partideiros, se destacaram Geraldo Pereira, Herivelto Martins e Wilson Batista.
Mas um movimento, nascido na zona sul do Rio de Janeiro e fortemente influenciado pelo jazz, marcaria a história do samba e da música popular brasileira naquela década. A BOSSA NOVA surgiu no final da década de 1950, com uma acentuação rítmica original - que dividia o fraseado do samba e agregava influências do impressionismo erudito e do jazz - e um estilo diferente de cantar, intimista e suave.
Após precursores como Johnny Alf, João Donato e músicos como Luís Bonfá, este sub-gênero foi inaugurado por João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e teria uma geração de discípulos-seguidores como Carlos Lyra, Roberto Menescal, Durval Ferreira e grupos como Tamba Trio, Bossa 3, Zimbo Trio e Os Cariocas.
No final da década de 1950, surgia o SAMBALANÇO, uma ramificação popular da bossa nova (que era mais apreciada pela classe média). O sambalanço foi muito tocado em bailes uburbanos das décadas de 1960, 1970 e 1980.
Este estilo projetou artistas como Ed Lincoln e Seu Conjunto, Elza Soares, Luís Bandeira, miltinho, entre outros.
Com a bossa nova, o samba se afastou ainda mais de suas raízes populares. A influência do jazz aprofundou-se e foram incorporadas técnicas musicais eruditas.
Mas ao longo das décadas de sessenta e setenta, muitos artistas que surgiam - como Chico Buarque de Holanda, Billy Blanco, Martinho da Vila e Paulinho da Viola defenderam o retorno do samba a sua batida tradicional, com a reaparição de veteranos como Candeia, Cartola.
Na década de 1970 e 1980, começa a surgir uma nova geração de sambistas. Podemos destacar: Paulinho da Viola, Jorge Aragão, João Nogueira, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Chico Buarque, João Bosco e Aldir Blanc.
Os tipos de samba mais conhecidos e que fazem mais sucesso são os da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo. O samba baiano é influenciado pelo lundu e maxixe, com letras simples, balanço rápido e ritmo repetitivo e apresenta elementos culturais afrobrasileiros. O som fica por conta de um conjunto musical, que utiliza viola, atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro.
No Rio de Janeiro, o samba está ligado à vida nos morros, e as letras falam da vida urbana, dos trabalhadores e das dificuldades da vida de uma forma amena e muitas vezes com humor.
Entre os paulistas, o samba ganha uma conotação de mistura de raças. Com influência italiana, as letras são mais elaboradas e o sotaque dos bairros de trabalhadores ganha espaço no estilo do samba de São Paulo.
Entre os Principais tipos de samba estão: Samba-enredo, Pagode, Samba-canção, Samba-exaltação, Samba de breque, Samba de gafieira e Sambalanço.
Donga, Pixinguinha, Johnny Alf, Martinho da Vila, são inúmeros os nomes dos representantes deste gênero que identifica a cultura brasileira lá fora. Numerosos também são os novos intérpretes do SAMBA no dia de hoje. E este foi o Especial Rio Verde FM falando do SAMBA, uma das maiores expressões da nossa música. Na próxima semana estaremos de volta, até lá.
O Especial Rio Verde FM é apresentado toda quarta-feira às 15h na Rio Verde FM.