O maestro diz: "Vou falar um pouco dessa tremenda cantora, esse gogó de ouro, uma das mais bonitas vozes desse país ou do mundo: Gal Costa. Está sumida, não se vê nem se ouve mais. O brasileiro tem esse defeito, tem o complexo da velhice, gosta de envelhecer precocemente os outros. Gal, você com esse invejável material vocal ainda dá show de bola nessa moçada que anda gravando por aí. Ganhei um DVD de um show dela com o Jobim nos Estados Unidos que é uma maravilha. Que facilidade para cantar. É nato, pois já vi entrevistas dela contando que nunca estudou canto. Na entrevista dela com o Jô Soares ela contou que gostava de ensaiar com ela mesma no banheiro, bem no cantinho com um jarro ou uma cunha - não me lembro bem. É genial, cada louco com sua mania. Vocês sabem que todo artista tem um pouquinho de loucura, isso é normal. A voz da Gal é um instrumento e bom, porque tem instrumento ruim, desafinado mas não é o caso dela. Eu acho que ela interpreta magnificamente bem tanto a música romântica como a de balanço. Divide muito bem, com uma afinação impecável, que pena eu não ter tido a oportunidade de acompanhá-la."
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27 de dez. de 2010
TOQUE SEM RETOQUE
Todas às terças e quintas às 08h com reapresentação às 18h o maestro Celso Murilo fala sobre grandes nomes da musica nacional e internacional. Nesta terça ele fala sobre Gal Costa.
23 de dez. de 2010
TOQUE SEM RETOQUE
Todas às terças e quintas às 08h com reapresentação às 18h o maestro Celso Murilo fala sobre grandes nomes da musica nacional e internacional. Nesta quinta ele fala sobre Astor Piazzolla.
O maestro diz: "Vamos internacionalizar o nosso bate-papo, vamos falar de uma potência argentina que é o Piazzolla. O Piazzolla fez com o Tango o que o João Gilberto fez com o nosso Samba. Criou um jeito. um estilo diferente de tocar o Tango. Não foi somente a levada o ritmo do Tango, ele inovou as frases, as harmonias e o modo de improvisar. O Tango tradicional já é dificílimo de tocar, aquela característica das típicas é um problema sério para quem não é argentino. O brasileiro principalmente quer usar bateria no Tango aí estraga tudo, fica quadrado, pesado, tira aquela elegância natural que tem o Tango. Eu tive a sorte de trabalhar ao lado de um grande pianista uruguaio que dava um banho tocando Tango. Então consegui assimilar um pouco o segredo da levada do Tango, é realmente muito difícil. Mas voltando ao grande Piazzolla, acho que ele morreu muito cedo por excesso de emoção, pois o que ele transmitia para gente era justamente sensibilidade. Os improvisos com nuanças maravilhosas ora com empolgação, ora com gentileza, tocava realmente com o coração. Ninguém se destaca à toa, de graça ou com empurrões, é talento puro."
20 de dez. de 2010
TOQUE SEM RETOQUE
Todas às terças e quintas às 08h com reapresentação às 18h o maestro Celso Murilo fala sobre grandes nomes da musica nacional e internacional. Nesta terça ele fala sobre Emílio Santiago.
O maestro diz: "O assunto hoje é material vocal, é Bossa, interpretação e extensão vocal. Tudo isso se encaixa plenamente sabe em quem? No Emílio Santiago. O Emílio para mim é o cantor brasileiro que reúne mais predicados. Quem diria que o segundo lugar de um concurso virasse o melhor do Brasil. Mas sempre acontece essas falhas de jurados aqui e no mundo, em festivais nem se fala. Gozado que o Emílio conseguiu se libertar logo do cantor que ele se espelhou que foi o grande Simonal. Diga-se de passagem, que só pela escolha de se espelhar em um Simonal já mostra o bom gosto desse tremendo artista. Ele é bom de qualquer jeito, cantando em qualquer tipo de música. Tem uma voz maravilhosa tanto no agudo como no grave, se amolda dentro de qualquer tipo de arranjo. Em síntese, ele é incomparável já há muito tempo."
15 de dez. de 2010
TOQUE SEM RETOQUE
Todas às terças e quintas às 08h com reapresentação às 18h o maestro Celso Murilo fala sobre grandes nomes da musica nacional e internacional. Nesta terça ele fala sobre Tom Jobim.
O maestro diz: "Desta vez o assunto é muito sério. A responsabilidade de falar sobre um gênio é muito pesada, ainda para quem teve a honra de fazer shows com ele, trata-se de Antônio Carlos Jobim. Esse não deveria morrer nunca, onde nós vamos achar outro Jobim? E o que eu posso falar sobre o Jobim? Tudo o que eu falar é chover no molhado. Agora só acho que no Brasil ele não é reverenciado como merece, tinha que ter estátuas dele por todo o canto desse país, porque nem de cem em cem anos nasce outro Jobim. Eu não conheço uma música dele que a gente possa falar - Essa é mais ou menos - são todas perfeitas melodicamente, poeticamente, harmonicamente, enfim geniais. O Frank Sinatra, outro gênio mundial, tirou o chapéu para ele, olha o que representa isso. Como pessoa uma maravilha, simples, sem banca, o próprio carioca sempre de bom humor mesmo de ressaca. O que eu poderia falar mais desse gênio? Ah sim! Sabe o que ele falava pra gente quanto a cantar? 'Mas esse povo ta maluco, eu não sei cantar, não gosto de cantar e tenho uma voz horrível'. Mas acabou gravando e cantando, os produtores venceram. Olha, acabou sendo até fácil falar do grande Jobim."
13 de dez. de 2010
TOQUE SEM RETOQUE
Todas às terças e quintas às 08h com reapresentação às 18h o maestro Celso Murilo fala sobre grandes nomes da musica nacional e internacional. Nesta terça ele fala sobre Djavan.
O maestro diz: "Vou falar de Djavan. Gosto da maior parte das composições dele, tem conteúdo harmônico, rítmico, melodia simples com muito bom gosto. Isto é próprio de alguém que toca algum instrumento e o Djavan toca violão muito bem. Agora o que eu aprecio muito nele é que ele consegue se libertar da técnica e principalmente da par harmônica e faz frases melódicas com o coração, não obedecendo as regras de quem toca bem. Ele também não é repetitivo em suas composições. Tem compositores que pegam uma "linha" e não saem dele pra nada, quando você ouve já sabe que quem é. Como cantor eu o acho muito frio, ele não vibra é super afinado, tem uma voz bonita e interpreta muito bem a música romântica. Agora música com balanço justamente por não vibrar, eu particularmente não gosto e tem um monte de música com um swingaço legal. Em shows ele também não se movimenta, eu não gosto de exageros, mas tem um meio termo com classe que transmite para o público e ajuda muito o visual. São simples detalhes de análise, porque eu o acho ótimo."
9 de dez. de 2010
MOMENTO LITERÁRIO
CLARICE NA CABECEIRA
Este livro é um livro de contos selecionados por leitores. Cada conto é acompanhado de um texto onde eles revelam o quanto as palavras de Clarice Lispector têm repercutido em suas vidas. "Escrevi livros que fizeram muitas pessoas me amar de longe", afirmou certa vez a autora. "Clarice na Cabeceira" é uma prova disso.
CLARICE NA CABECEIRA
Clarice Lispector
Editora Rocco
8 de dez. de 2010
TOQUE SEM RETOQUE
Todas às terças e quintas às 08h com reapresentação às 18h o maestro Celso Murilo fala sobre grandes nomes da musica nacional e internacional. Nesta quinta ele fala sobre Eliane Elias.
O maestro diz: "Vou falar de uma mulher linda que toca piano como os homens feios, que gasta até as teclas do piano de tanto domínio que tem sobre o instrumento. Normalmente a mulher não tem aquela pegada forte dos homens pois são delicadas, mas essa que vou falar é o contrário, é linda, delicada e toca igual ou melhor que os homens trata-se de Eliane Elias. Essa brasileira que foi para os Estados Unidos e se integrou tão bem lá que, ao ouvindo, pensa-se em grandes nomes jazzísticos, tem uma harmonia sensacional, uma técnica apuradíssima, toca bonito e limpo e com uma dinâmica fora de série. Gozado que quando ela balança um samba, mesmo tocando com americanos, ela arrasta todos eles com sua pegada forte. Tocando música deles, ninguém fala que é uma brasileira. Escrevendo para orquestras da um banho, tira um som magnífico. Cantando é uma delícia, coloca a voz redondinha no lugar certinho. É uma pena que a maioria dos brasileiros não a conhecem porque é muito avançada e, por isso, não é divulgada aqui."
6 de dez. de 2010
TOQUE SEM RETOQUE
Todas às terças e quintas às 08h com reapresentação às 18h o maestro Celso Murilo fala sobre grandes nomes da musica nacional e internacional. Nesta terça ele fala sobre Chico Buarque.
O maestro diz: "Vou falar de inteligência, sobriedade, classe e etc. Esses predicados são de uma pessoa muito queria e aplaudida por todos nós: Chico Buarque de Holanda. Eu particularmente gosto mais do Chico como letrista. É um poeta, diz o quer dizer bem diferente do normal que costumamos ouvir e com aquele jogo de cintura que é próprio do carioca. Já falou em algumas composições coisas mais pesadas, mas confio no Chico porque as pesadas que ele falou ou foi pra fazer graça, porque isso é coisa de carioca ou para desabafar ou fazer justiça. Ele é corajoso. Vou contar uma do Chico, certa vez fui fazer um baile com a uma orquestra de São Paulo em um hotel maravilhoso de Araxá, um baile super chique com desfile de moda e um super show com Chico Buarque, vocês precisavam ver a entrada do Chico na passarela enorme montada no meio do salão. O Chico veio em sentido do palco, com o violão nas costas e a "cara" cheia de Whisky e nós torcendo para ele chegar direitinho, foi uma luta. Admiro o Chico, gostaria de conhecê-lo melhor, gosto de pessoas inteligentes."
3 de dez. de 2010
22% das florestas públicas cadastradas permanece desprotegida
Novo Cadastro Nacional de Florestas Públicas aponta crescimento das áreas protegidas e destaca que a concessão florestal das áreas desprotegidas seria um importante aliado para que o país atinja suas metas de mitigação das mudanças climáticas e de redução do desmatamento
O Brasil tem 64 milhões de hectares de florestas sem uso regulamentado, ou seja, não são áreas de assentamento, terras indígenas ou unidades de conservação. Isto também quer dizer que esses hectares estão sujeitos à grilagem. Essa área representa 22% do total de florestas públicas brasileiras e equivale a duas vezes e meia o Estado de São Paulo. Os dados são do CNFP - Cadastro Nacional de Florestas Públicas de 2010, levantamento realizado pelo SFB - Serviço Florestal Brasileiro, órgão do governo responsável pela gestão e concessão de florestas.
Apesar de o território desprotegido ainda ser considerável, os números melhoraram em relação ao ano passado. Hoje o país tem 290 milhões de hectares de florestas públicas cadastradas, sendo que em 2009 o número era 21% menor. A diferença não significa a criação de novas florestas públicas, mas apenas que algumas áreas tornaram-se conhecidas. A diferença entre o total conhecido e os 64 milhões de hectares não destinados corresponde a 226 milhões de hectares, que são destinados estão divididos entre:
- terras indígenas (111 milhões);
- unidades de conservação (105 milhões), sendo 60% federais e
- assentamentos da reforma agrária (10 milhões).
Para elevar a quantia de terras destinadas, o SFB defende que pelo menos dez milhões de hectares poderiam ser transformados em novas florestas nacionais. Este mecanismo de concessão florestal traria uma série de benefícios. Evitaria, por exemplo, a ocupação falsa dos territórios, conhecida por grilagem. Também manteria a floresta em pé, o que significa seu manejo sustentável, com o controle da exploração madeireira. Tudo isso poderia ajudar o país a conter suas emissões e cumprir metas como a de 80% de redução do desmatamento na Amazônia até 2020. A região, de acordo com o SFB, concentra a maior parte das florestas públicas.
Apesar de o território desprotegido ainda ser considerável, os números melhoraram em relação ao ano passado. Hoje o país tem 290 milhões de hectares de florestas públicas cadastradas, sendo que em 2009 o número era 21% menor. A diferença não significa a criação de novas florestas públicas, mas apenas que algumas áreas tornaram-se conhecidas. A diferença entre o total conhecido e os 64 milhões de hectares não destinados corresponde a 226 milhões de hectares, que são destinados estão divididos entre:
- terras indígenas (111 milhões);
- unidades de conservação (105 milhões), sendo 60% federais e
- assentamentos da reforma agrária (10 milhões).
Para elevar a quantia de terras destinadas, o SFB defende que pelo menos dez milhões de hectares poderiam ser transformados em novas florestas nacionais. Este mecanismo de concessão florestal traria uma série de benefícios. Evitaria, por exemplo, a ocupação falsa dos territórios, conhecida por grilagem. Também manteria a floresta em pé, o que significa seu manejo sustentável, com o controle da exploração madeireira. Tudo isso poderia ajudar o país a conter suas emissões e cumprir metas como a de 80% de redução do desmatamento na Amazônia até 2020. A região, de acordo com o SFB, concentra a maior parte das florestas públicas.
Para realizar o CNFP, o órgão reúne dados do cadastro geral de florestas públicas federais, estaduais e municipais, além do Distrito Federal. Desde 2007, ano em que começou a ser elaborado, o número de florestas públicas aumenta.
2 de dez. de 2010
Desmatamento da Amazônia Legal caiu 14% em 2010
O índice de desmatamento da Amazônia Legal este ano caiu 14% em relação ao ano passado. Na região da Mata Atlântica, a queda média anual foi de 0,04% e, no apanhado de 2002 a 2008, de 0,25%.
Segundo o Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais), o índice é baixo porque a Mata Atlântica é o bioma mais degradado do país porque boa parte se concentra em área urbana.
Segundo o Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais), o índice é baixo porque a Mata Atlântica é o bioma mais degradado do país porque boa parte se concentra em área urbana.
"Houve uma mudança de patamar na gestão do desmatamento desse país. Encerramos o governo com uma taxa que nos deixa orgulhosos", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira.
Na cerimônia de apresentação dos percentuais, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que institui o Macrozoneamento Econômico-Ecológico da Amazônia Legal, definindo o que é território rural e território urbano na região, protegendo a biodiversidade e dos recursos hídricos, agricultura e mudanças climáticas na Amazônia.
Na cerimônia de apresentação dos percentuais, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que institui o Macrozoneamento Econômico-Ecológico da Amazônia Legal, definindo o que é território rural e território urbano na região, protegendo a biodiversidade e dos recursos hídricos, agricultura e mudanças climáticas na Amazônia.
Com o macrozoneamento, poderá ser planejado um modelo de desevolvimento sustentável na região amazônica. Lula também entregou títulos de concessão de direito real de uso de terras às comunidades tradicionais.
Fonte Folha.com
1 de dez. de 2010
TOQUE SEM RETOQUE
Todas às terças e quintas às 08h com reapresentação às 18h o maestro Celso Murilo fala sobre grandes nomes da musica nacional e internacional. Nesta quinta ele fala sobre Wagner Tiso.
O maestro diz: "Vocês gostam de piano? Sim, quem não gosta de piano. Mas não mais que eu e não mais que esse mineirão que vou falar: Wagner Tiso. O Wagner começou como pianista da noite. Eu o conheci nas noites cariocas na década de 60. Vou contar uma particularidade que nem o Wagner sabe, o maestro Cipó que era uma sumidade escrevendo para Big Bands, arranjador da TV Globo, Saxofonista, Jazzista de primeiríssima linha era fã de carteirinha do Wagner e acabou o levando para sua banda que era da pesada, chamava "Sete de Ouros" só tinha fera, eram sete monstros tocando. O Wagner não precisa mostrar mais nada, todo mundo conhece a força deste artista. Harmonia maravilhosa, técnica para o que der e vier, concepção erudita pois, escrevendo para grandes orquestras, dá aquele banho de conhecimento, criatividade e bom gosto. Feliz do Milton Nascimento que o teve ao seu lado bastante tempo. Que prazer falar deste amigo que não vejo há muito tempo pessoalmente, porque notícias dele a gente sempre tem."
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